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Havendo Deus

“Havendo Deus, outrora [...]” . (Hebreus 1:1a, ARA) Deus entrou para a história humana desde a criação, passando, por fim, pela revelação de Jesus Cristo (Gênesis 1:1; João 1:11). Diga-se, Ele é o Senhor da própria história. Uma conhecida declaração de Friedrich Nietzsche de que “Deus está morto”, pode ter impactado a sociedade da sua época. Em Nietzsche (séc. XIX), a priori, questionava-se os fundamentos catequéticos que durante séculos haviam balizado valores, costumes e concepções de mundo. Porém, a questão sobre DEUS, é extraordinariamente atual.  Nesses termos, se a sociedade moderna poderia (ou pode?) viver sem Deus como fundamento explícito de sua cultura, isso significa que Deus deixou de ser relevante? A resposta é natural e fundamentalmente negativa. Por diversas razões não devemos perguntar simplesmente: “As pessoas ainda acreditam em Deus?” – A pergunta mais profunda seria: “O desaparecimento da crença em Deus elimina ou eliminaria a necessidade de Deus?”Pelas Escr...

Graça que nos alcançou

 "Porquanto a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens" . (Tito 2:11, ARA)  Não há como renunciar ao fato que do homem mesmo não se pode esperar que seja capaz de operar sua própria salvação. Não fosse o fato de Deus se dar a conhecer ao longo da história humana, estaríamos e continuaríamos - de todo - perdidos e sem esperança alguma.  Com o intuito de dispor de instruções gerais a cerca da experiência cristã, o Apóstolo Paulo escreve ao seu "filho na fé", chamado Tito, discorrendo, entre outros, sobre a salvação de Deus aos homens. Nisso, ele nos oferece diversos subsídios para estudarmos e procurar entender o alcance da graça divina, estendida a todos. A todos, sem exceção.  Por essa oportunidade, temos ocasião de refletir sobre o ato em que o homem entrega sua vida a Deus - desde quando 'recebe a Cristo', em sua vida (João 1:12), o que também é entendido por conversão a Cristo. Observe, 'recebe', visto que não temos chance de salvaç...

A lei do culto

"O fogo arderá continuamente sobre o altar; não se apagará"  . (Levítico 6:13, ARA) A lei  do culto a Deus, em Levítico, expõe o propósito eterno da relação entre Deus e seu povo. Sim, deve ser como chama perpétua - a arder dia e noite, sob o auxílio do Espírito de Cristo, também em cada coração (conf. Romanos 8:1-39). O Apóstolo Paulo assim define e desafia o culto cristão, nas seguintes palavras: "Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional" (Romanos 12:1). Logo, como dito, o culto está em nossos corações - por isso é um ato constante e contínuo da experiência cristã. Mantenhamos esse culto vivo e pleno por todos os dias das nossas vidas. Nesses termos, a consciência do culto a Deus expressa o ápice da condição humana que se volta para seu criador, de forma íntegra e  intencional (Romanos 12:1). Como entendido em outro momento, o culto fora instituí...