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Mais que passarinhos

"[...]Bem mais valeis do que muitos pardais" (Lucas 12:7b, ARA) A vida humana vale mais que qualquer outra criação por mais bela que seja. Porém, predominam duas vertentes importantes sobre a natureza/importância da existência e essência do homem e sua humanidade, a saber: o homem resumido a um episódio no surgimento do universo; o homem como obra de uma intencionalidade divina. Seja como se pensa, nesses termos, a vida humana permanece no centro, porque é a única que dialoga com o mundo de modo autônomo, conservando e contando sua história por gerações, de diferentes maneiras. Por isso, nos parece razoável considerar, com prevalência, a forma humana que dialoga com o mundo existente de modo consciente e espontâneo, tal como constatado anteriormente. Citações bíblicas permitem-nos dispor sobre essa prevalência (Gênesis 1:26-27; Salmos 8:4ss), a despeito da perspectiva casuística a certa do homem. Vejamos no exemplo: "que é o homem, que dele te lembres? E o filho do home...

Havendo Deus

“Havendo Deus, outrora [...]” . (Hebreus 1:1a, ARA) Deus entrou para a história humana desde a criação, passando, por fim, pela revelação de Jesus Cristo (Gênesis 1:1; João 1:11). Diga-se, Ele é o Senhor da própria história. Uma conhecida declaração de Friedrich Nietzsche de que “Deus está morto”, pode ter impactado a sociedade da sua época. Em Nietzsche (séc. XIX), a priori, questionava-se os fundamentos catequéticos que durante séculos haviam balizado valores, costumes e concepções de mundo. Porém, a questão sobre DEUS, é extraordinariamente atual.  Nesses termos, se a sociedade moderna poderia (ou pode?) viver sem Deus como fundamento explícito de sua cultura, isso significa que Deus deixou de ser relevante? A resposta é natural e fundamentalmente negativa. Por diversas razões não devemos perguntar simplesmente: “As pessoas ainda acreditam em Deus?” – A pergunta mais profunda seria: “O desaparecimento da crença em Deus elimina ou eliminaria a necessidade de Deus?”Pelas Escr...

Graça que nos alcançou

 "Porquanto a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens" . (Tito 2:11, ARA)  Não há como renunciar ao fato que do homem mesmo não se pode esperar que seja capaz de operar sua própria salvação. Não fosse o fato de Deus se dar a conhecer ao longo da história humana, estaríamos e continuaríamos - de todo - perdidos e sem esperança alguma.  Com o intuito de dispor de instruções gerais a cerca da experiência cristã, o Apóstolo Paulo escreve ao seu "filho na fé", chamado Tito, discorrendo, entre outros, sobre a salvação de Deus aos homens. Nisso, ele nos oferece diversos subsídios para estudarmos e procurar entender o alcance da graça divina, estendida a todos. A todos, sem exceção.  Por essa oportunidade, temos ocasião de refletir sobre o ato em que o homem entrega sua vida a Deus - desde quando 'recebe a Cristo', em sua vida (João 1:12), o que também é entendido por conversão a Cristo. Observe, 'recebe', visto que não temos chance de salvaç...