Dilema de um pregador
"És tu aquele que estava para vir ou havemos de esperar outro?" (Mateus 11:3, ARA)
Vamos refletir um pouco sobre a atuação ministerial de João Batista, considerado um precursor da pregação do Evangelho no Novo Testamento. Nos registros do Evangelho de Lucas (Lc 3:8; 3:18) consta seu chamamento, para que os povos do seu tempo entendessem da inauguração de um nomo momento para Israel e para o mundo.
Quando indagado sobre si mesmo, disse "eu sou a voz do que clama no deserto" (João 1:23a). Isso faz pensar que ele identificava sua pregação e ministério ao surgimento do Messias profetizado. Diversos textos neotestamentários reforçam o testemunho de João a respeito de Jesus.
No contexto de seu aprisionamento, esse pregador envia mensageiros para saber de Jesus, se ele de fato era o Enviado de Deus, aguardado desde os primórdios bíblicos. Isso foi registrado por exemplo, no evangelho de Mateus (Mateus 11:2,3)
O evento dessa indagação de João nos colocação a questão do dilema desse pregador - saber sobre o alcance de sua missão ou propósito, enquanto fazia a leitura do seu próprio tempo, momento e circunstância pessoal. Poucas vezes fica tão evidente tal nível de preocupação honesta, acima de tudo, com a vida espiritual individual.
Podemos sugerir algumas das possíveis indagações de João, sobre si mesmo, desse jeito:
- eu sou o pregador de um novo tempo, mas esse [Jesus] não é o Messias prometido
- eu não sou o pregador de um novo tempo, mas esse é o Messias prometido
Ou sob uma crise maior:
- eu não sou o pregador de um novo tempo, e esse [Jesus] também não é o Messias prometido
O fato que se salienta na vida e na fé de João o batista, fica por conta de sua permanência, sabendo de antemão, que "sua mensagem" não era sua, mas divina. Apesar do momento peculiar da vida de João, novamente, o profeta honesto nem sempre pode ter plena certeza dos eventos aos quais se reporta.
Portanto, o que podemos aprende de João, entre outras questões? Podemos entender que possuir alguma dúvida é humano, mas a fé no propósito deve permanecer, tal como ele indaga "ou havermos de esperar outro?".
Se ousarmos uma aplicação desses elementos à vida pessoal, devemos considerar que: em meio às incertezas, se estás seguro(a) de ter feito a coisa certa até aqui, não mude a rota por uma eventualidade. Entretanto, se constatado um erro de rota, não hesite em mudar agora! Temos assim, um novo ano, entretanto, o propósito central há de se manter!
U abraço a todos!