Havendo Deus
“Havendo Deus, outrora [...]”. (Hebreus 1:1a, ARA)
Deus entrou para a história humana desde a criação, passando, por fim, pela revelação de Jesus Cristo (Gênesis 1:1; João 1:11). Diga-se, Ele é o Senhor da própria história.
Uma conhecida declaração de Friedrich Nietzsche de que “Deus está morto”, pode ter impactado a sociedade da sua época. Em Nietzsche (séc. XIX), a priori, questionava-se os fundamentos catequéticos que durante séculos haviam balizado valores, costumes e concepções de mundo. Porém, a questão sobre DEUS, é extraordinariamente atual.
Nesses termos, se a sociedade moderna poderia (ou pode?) viver sem Deus como fundamento explícito de sua cultura, isso significa que Deus deixou de ser relevante? A resposta é natural e fundamentalmente negativa. Por diversas razões não devemos perguntar simplesmente: “As pessoas ainda acreditam em Deus?” – A pergunta mais profunda seria: “O desaparecimento da crença em Deus elimina ou eliminaria a necessidade de Deus?”Pelas Escrituras Sagradas afirmamos que Ele [Deus] é apresentado como o Criador universal, fundamento e sustentação de toda a realidade.
O universo não é Deus. O ser humano não é Deus. A matéria não é Deus. A história não é Deus. Existe uma realidade transcendente da qual todas essas coisas dependem. Além disso, cabe destacar que a realidade material não é autossuficiente.
Ao tentar determinar autonomamente o sentido último da existência, a humanidade não elimina Deus, mas procura ocupar Seu lugar. Contudo, Deus não depende da relevância que os homens Lhe atribuem. Ele se revelou em Cristo, centro da história e da salvação, recebida pela graça mediante a fé. Deus é a origem, o fundamento e o destino de toda a realidade; Sua existência e Seus desígnios não dependem do reconhecimento humano, mas o próprio homem pode encontrar nEle a razão última de sua existência.
Portanto, se afirma -“Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas,
nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo”. (Hebreus 1:1-2)
Diante disso, da “morte de Deus” anunciada por Nietzsche, os cristãos não precisam defender a existência ou sobrevivência de uma fé. O que se torna evidente é a perene importância em proclamar a oportunidade humana de experimentar o Deus invisível, mas real, tão real quanto o ar que se respira.
Um abraço a todos!
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